Aberturas de Filmes e Seriados (Opening Titles) #05


 
Os filmes do famoso espião James Bond nunca me chamaram a atenção até eu assistir Casino Royale, o primeiro com Daniel Craig. O longa quebrou uma visão errônea que eu tinha sobre o personagem e uma dos principais responsáveis por isso foi a sequência de abertura (sim, novamente a sequência de abertura me influenciando).

Apesar de ter uma tendência a usar muitos brilhos e cores fortes nos meus trabalho, também aprecio bastante cores chapadas, ainda mais com muitas repetições, caleidoscópio e muitos elementos sobrepostos.

Daniel Kleinman, diretor da sequência, afirma que “queria simplificar o estilo, dar à sequência um visual mais duro do que hi-tech e brilhante que os títulos tem se tornado. Um projeto em design gráfico pareceu um bom caminho a seguir”.

Esse estilo mais cru ajudou também a criar cenas de luta sem deixá-las passíveis a restrições, aparentando ser menos violento. Usando a rotoscopia, foi possível criar movimentos bonitos e de fácil entendimento mesmo através de formas quase abstratas. Como o próprio título diz, a história se passa no universo de um casino e, consequentemente, de jogos de azar poker. O uso dos naipes é ótimo, seja como texturas ou como bala dos revolver.

Acho bem interessante essa referência ao poker, jogo que está bem ligado ao 007 e à vários outros personagens e cenas na história do cinema, onde cada virada de carta, cada momento, cada desatenção, pode lhe custar caro. Ainda mais sendo totalmente envolvido pelas cartas. Cartas, armas, naipes e tiros. Chega a ser poético.

Música: You Know My Name, do Chris Cornell.

James Bond’s movies had never called my attention so much until I watched Casino Royale, the first one starring Daniel Craig. This movie showed how great is Agent 007 and one of the things that changed my mind was the opening title (yes, the opening title acting on me).

Even though I like stuff with lots of shine, glossiness, bright and strong colors, I also enjoy flat colors. Mainly when flat colored shapes are extensively repeated, simulating a kaleidoscope. The suits really fit as textures or as elements suchs bullets and weapons.

Daniel Kleinman, director of the opening credits said that he “wanted to simplify the look, give it a harder feel than the hi-tech ultra-glam with which the titles have become identified. Graphic design seemed a good way to go in this direction.”

They also wanted to include fight scenes, “but we didn’t want to wander into censorship territory with the violence. By using an animation-like technique – rotoscoping – over real footage of fights, we could create something that looked fantastic, but which also acted as a cushion or protective layer to the violence. Another reason we liked this so much was that we realised that you could have really quite crude – almost abstract – shapes that, because the movement was so real, were still intelligible”. Kleinman stated.

I did enjoy this opening. The poker-action blending is really cool. Every single flop, turn or river can change the game dramatically. Just like a life of a spy agent. Cards, suits, guns and shoots. Really poetic.

Song: You Know My Name, by Chris Cornell.

Fontes: DigitalArts, The Man From Porlock

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